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01:08 24 Ago. 2001 - SIC Online A intenção do ministro Rui Pena é extinguir, já no próximo ano, os cargos de Chefe de Estado-Maior da Marinha, do Exército e da Força Aérea. Em entrevista ao jornal "Público", o titular da pasta da Defesa indica que o novo organismo único agrupa todas as forças militares e, ao invés de chefes de Estado-Maior, vai integrar um comandante de cada ramo. Quanto ao actual Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), será substituído por este Estado-Maior da Defesa, com mais poderes. Uma medida que tem em vista o fim da duplicação de tarefas e que, acrescenta Rui Pena ao jornal, não é novidade em relação à maioria dos países aliados de Portugal. O ministro da Defesa vai também fundir várias estruturas do ministério com outras similares do EMGFA. Reduzir estruturas sem ser radical O comentador da SIC para assuntos militares, Almirante Fuzeta da Ponte, discorda com a posição de Rui Pena. Ainda que não tenha lido as declarações do ministro, o Almirante Fuzeta da Ponte estranha a medida "tão radical". "Os nossos aliados têm quase todos eles um Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas e os chefes dos três ramos e conseguem os melhores objectivos conjuntos", indicou o comentador da SIC, contrariando a ideia do ministro Rui Pena. "Só a Dinamarca e a Noruega é que vão para uma decisão tão radical". Fuzeta da Ponte concorda com a extinção de "todas as duplicações e tornar a estrutura das forças aramadas mais viável". No entanto, o ministro deve começar por atacar "problemas mais prioritários" e não transformar os chefes de Estado-Maior em "meros comandantes". Ao acabar com os chefes de cada ramo das Forças Armadas, Rui Pena "está
a tirar uma identidade que os ramos devem ter e necessitam de continuar
a ter", no entender do almirante. |